Você já deve ter visto aquele símbolo com três setas formando um triângulo nos plásticos, certo?
Dentro dele, quase sempre tem um número.
Esse detalhe, que muita gente ignora, é uma das informações mais importantes quando falamos de reciclagem e descarte correto.
E aqui vai um ponto importante: entender os tipos de plástico não é complicado mas muda completamente a forma como você consome e descarta no dia a dia.
Neste guia completo, você vai entender quais são os 7 tipos de plástico, como identificar cada um, quais são recicláveis e por que isso faz tanta diferença para o meio ambiente.
Se quiser se aprofundar, confira também outros conteúdos sobre sustentabilidade e reciclagem aqui no nosso site.
Quais são os 7 tipos de plástico?
Os plásticos são classificados por números de 1 a 7, de acordo com o tipo de resina utilizada na fabricação.
De forma simples, os 7 tipos de plástico são:
PET, PEAD, PVC, PEBD, PP, PS e o grupo chamado “outros”, que reúne misturas de materiais.
Nem todos esses plásticos são recicláveis na prática e entender essa diferença é essencial para fazer um descarte mais consciente.
O que significa o símbolo do plástico?
O triângulo com setas que aparece nas embalagens é chamado de símbolo de identificação de resina.
Ele indica qual tipo de plástico foi utilizado naquele produto.
Mas é importante deixar claro: esse símbolo não garante que o material será reciclado.
Ele apenas ajuda a identificar, o que já é um grande passo.
A reciclagem depende de outros fatores, como coleta seletiva, separação correta e viabilidade do processo.

Como identificar o tipo de plástico nas embalagens?
Na prática, é bem simples.
Basta olhar no fundo ou na lateral da embalagem e procurar o triângulo com o número dentro.
Esse número varia de 1 a 7 e indica exatamente o tipo de plástico.
Com o tempo, você começa a reconhecer padrões no dia a dia e isso torna o descarte muito mais consciente.
Entenda cada tipo de plástico no dia a dia
PET (tipo 1)
O PET é um dos plásticos mais comuns e também um dos mais reciclados.
Ele é leve, transparente e resistente, por isso é muito usado em bebidas.
Você encontra PET em garrafas de água, refrigerantes e embalagens de óleo.
Na prática, é um material com alto valor de reciclagem, podendo ser transformado em novas embalagens, tecidos e até outros produtos industriais.
Quando bem descartado, ele tem grandes chances de ser reciclado.
PEAD (tipo 2)
O PEAD é mais rígido e opaco.
É aquele plástico mais resistente, que você costuma ver em embalagens de produtos de limpeza, shampoo e galões.
Ele também é reciclável e bastante aceito em cooperativas.
Por ser um material valorizado, tem boas chances de voltar para a cadeia produtiva.
PVC (tipo 3)
O PVC é um plástico mais complexo e muito utilizado fora das embalagens tradicionais.
Ele aparece em tubos, conexões, cartões e alguns tipos de embalagem.
Apesar de poder ser reciclado, o processo é mais difícil e nem sempre disponível em sistemas comuns de coleta seletiva.
PEBD (tipo 4)
Aqui entram os plásticos mais leves e flexíveis.
É o caso das sacolas de supermercado, embalagens de alimentos e filmes plásticos.
Embora seja reciclável, o PEBD enfrenta mais dificuldades no processo, principalmente por ser leve e, muitas vezes, contaminado com resíduos.
PP (tipo 5)
O polipropileno está cada vez mais presente no dia a dia.
Você encontra esse material em potes de alimentos, tampas e embalagens de delivery.
Ele é resistente ao calor e tem bom potencial de reciclagem, sendo um dos materiais que mais vêm ganhando espaço nos últimos anos.
PS (tipo 6)
O PS inclui o famoso isopor.
Ele aparece em copos descartáveis, bandejas de alimentos e embalagens de proteção.
Apesar de ser reciclável na teoria, na prática a reciclagem é limitada, principalmente por questões de custo e logística.
Outros (tipo 7)
Esse grupo reúne plásticos que não se encaixam nas categorias anteriores.
Geralmente são materiais misturados, como embalagens de salgadinhos, biscoitos e outros produtos com múltiplas camadas.
Por causa dessa mistura, a reciclagem é muito difícil e, na maioria dos casos, não acontece.
Quais plásticos são mais reciclados no Brasil?
Na prática, os plásticos com maior taxa de reciclagem são o PET, o PEAD e o PP.
Isso acontece porque eles têm maior valor de mercado, são mais fáceis de processar e têm mais demanda na indústria.
Os outros tipos até podem ser recicláveis, mas enfrentam mais barreiras no processo.
Por que nem todo plástico é reciclado?
Essa é uma dúvida comum e a resposta vai além do material em si.
Para que a reciclagem aconteça, é preciso que:
o plástico seja separado corretamente,
esteja limpo,
seja coletado,
tenha valor econômico,
e exista demanda para reutilização.
Se qualquer uma dessas etapas falhar, o material pode acabar indo para aterros ou sendo descartado de forma incorreta.
O papel da coleta seletiva
A coleta seletiva é o que conecta o seu descarte com a reciclagem de verdade.
Sem ela, mesmo materiais recicláveis podem ser perdidos.
Quando você separa corretamente:
facilita o trabalho dos catadores,
reduz a contaminação dos resíduos,
aumenta as chances de reaproveitamento,
e fortalece a economia circular.
Como descartar plástico corretamente no dia a dia
Você não precisa mudar tudo de uma vez.
Mas alguns hábitos simples já fazem muita diferença:
dar uma rápida lavada nas embalagens,
separar do lixo orgânico,
evitar restos de comida,
reduzir o uso de descartáveis,
e preferir embalagens recicláveis sempre que possível.
São pequenas atitudes que, no conjunto, geram um impacto real.
Reciclar é importante mas reduzir é ainda mais
A reciclagem é fundamental, mas não resolve tudo.
O ideal é seguir uma lógica simples: reduzir, reutilizar e só depois reciclar.
Ou seja, antes de pensar em descartar melhor, vale pensar em consumir melhor.
O impacto do plástico no meio ambiente
O plástico é extremamente útil, mas também é um dos maiores desafios ambientais da atualidade.
Quando descartado incorretamente, ele pode parar em rios, poluir oceanos, prejudicar animais e levar centenas de anos para se decompor.
Além disso, contribui diretamente para problemas urbanos, como enchentes causadas pelo entupimento de bueiros.
Grande parte desse impacto poderia ser evitada com informação e descarte correto.
Conclusão
Entender os 7 tipos de plástico não é sobre decorar números.
É sobre fazer escolhas mais conscientes no dia a dia.
Com pequenas mudanças, você já contribui para reduzir impactos, aumentar a reciclagem e fortalecer um ciclo mais sustentável.
E o mais importante: isso começa com informação.

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